Forças israelenses concentram tanques e abrem fogo perto de Rafah

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Forças israelenses concentram tanques e abrem fogo perto de Rafah


Joe Biden reafirma que reterá armas se cidade for invadida

Porto Velho, RO - As forças israelenses concentraram tanques e abriram fogo perto de áreas construídas de Rafah, nesta quinta-feira (9), disseram moradores, depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu reter armas de Israel se suas forças lançarem uma grande invasão à cidade, ao Sul de Gaza.

Enquanto as negociações de cessar-fogo continuavam na capital do Egito, Cairo, os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica disseram que seus combatentes atacaram as forças israelenses na periferia leste de Rafah, disparando foguetes antitanque e morteiros contra as posições israelenses.

Moradores e médicos em Rafah, a única grande área urbana de Gaza ainda não invadida pelas forças terrestres israelenses, disseram que o disparo de um tanque israelense matou três pessoas e feriu outras perto de uma mesquita no bairro oriental do Brasil.

Na zona leste da cidade, moradores disseram que um helicóptero abriu fogo, enquanto drones pairavam sobre casas em diversas áreas, alguns perto dos telhados.

Esconderijo

Israel alega que militantes do Hamas estão escondidos em Rafah, onde centenas de milhares de palestinos procuraram refúgio depois de fugirem de combates em outras partes de Gaza, e precisa eliminá-los para sua própria segurança.

O diretor da CIA, William Burns, de volta à capital egípcia após negociações em Jerusalém, retomou as reuniões nesta quinta-feira com mediadores que tentam garantir um cessar-fogo, disseram duas fontes de segurança egípcias.

Biden, que afirma que Israel não elaborou um plano convincente para proteger os civis em Rafah, emitiu o seu alerta mais severo contra uma invasão terrestre total.

“Deixei claro que se eles entrarem em Rafah... não fornecerei as armas”, disse Biden à CNN em entrevista na quarta-feira (8).

Ofensiva

Tanques israelenses tomaram o lado de Gaza na passagem de fronteira de Rafah com o Egito na terça-feira (7), cortando uma rota vital de ajuda e forçando 80 mil pessoas a fugir da cidade esta semana, segundo as Nações Unidas.

"O custo destas famílias é insuportável. Nenhum lugar é seguro", disse a agência da ONU para refugiados palestinos em um post no X.

Uma declaração militar israelense sobre as operações em Gaza, na manhã deste quinta-feira, não mencionou a cidade de Rafah.

Armamento

Os Estados Unidos são, de longe, o maior fornecedor de armas para Israel e aceleraram as entregas após os ataques do Hamas em 7 de outubro, que desencadearam a ofensiva de Israel em Gaza. Biden reconheceu que as bombas dos EUA mataram civis palestinos na ofensiva de sete meses.

Autoridades norte-americanas disseram que Washington suspendeu a entrega de um carregamento de 1,8 bombas de 2 mil libras e 1,7 mil bombas de 500 libras para Israel por causa do risco para os civis em Gaza.

O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, disse na quinta-feira que a decisão dos EUA de suspender algumas entregas de armas a Israel prejudicará significativamente a capacidade do país de neutralizar o poder do Hamas, segundo a rádio pública israelense.

Israel manteve hoje os ataques aéreos e com tanques na Faixa de Gaza. Os tanques avançaram no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, no Norte, forçando centenas de famílias a fugir, segundo os moradores. Os militares israelenses disseram que estavam protegendo Zeitoun, começando com uma série de ataques aéreos baseados em inteligência em aproximadamente 25 "alvos terroristas".

Deir Al-Balah, na região central de Gaza, estava repleta de milhares de pessoas que haviam fugido de Rafah nos últimos dias. Médicos palestinos disseram que duas pessoas, incluindo uma mulher, foram mortas quando um drone disparou um míssil contra um grupo de pessoas no local.

*Reportagem adicional de Jarrett Renshaw/Nidal al-Mughrabi e Mohammad Salem – repórteres da Reuters

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