
Ricardo Couto já demitiu 544 servidores, restringiu licitações e abriu auditorias enquanto sucessão no STF segue indefinida
Porto Velho, RO - Há quase um mês no comando do Rio de Janeiro, o governador interino Ricardo Couto tem feito uma reestruturação administrativa. Segundo o governo, mais de 500 exonerações já foram realizadas nas últimas semanas — número que ainda pode crescer.
Couto chegou ao governo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). A previsão era de que a gestão interina durasse pouco e fosse encerrada ainda neste mês, com a eleição de um novo governador para um mandato-tampão.
O cronograma, porém, foi alterado pela disputa judicial sobre a sucessão no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento está suspenso e não tem previsão de retomada. Sem nova decisão, Couto seguirá no cargo.
Desde que assumiu, o desembargador intensificou cortes na máquina pública. Além das exonerações de cargos comissionados, ele restringiu a abertura de novas licitações e determinou auditorias em contratos, despesas e quadros de pessoal de órgãos estaduais.
As mudanças atingiram áreas estratégicas antes ocupadas por aliados de Castro. Couto promoveu substituições em secretarias e estatais, nomeando procuradores do estado para os cargos. Foi o caso da Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que estão na mira de investigações por investimentos no Banco Master.
Nos bastidores, aliados de Castro têm criticado as mudanças. Sob reserva, afirmam que as exonerações atingiram indicações políticas e geraram insatisfação. Também argumentam que, por se tratar de uma gestão interina e não eleita, Couto não deveria promover alterações estruturais.
De acordo com o governo estadual, 544 exonerações foram oficializadas. A maior parte ocorreu na Secretaria de Governo e na Casa Civil, agora comandadas pelo delegado Roberto Lisandro Leão e pelo procurador Flávio Willeman, respectivamente.
Segundo o governo, as exonerações foram motivadas por “inconsistências funcionais”. Em alguns casos, foram identificadas “ausência de registro de acesso aos sistemas internos e inexistência de credenciamento institucional”.
O Governo do Rio afirma que as medidas fazem parte de um “processo de revisão estrutural” com foco na redução de gastos e aumento da eficiência. A expectativa é economizar cerca de R$ 8 milhões por ano.
Sucessão em colapso
O ex e o atual
Em meio à sequência de exonerações, Cláudio Castro e Ricardo Couto se reuniram na última sexta-feira (17/4), na sede do Tribunal de Justiça do Rio. O encontro, solicitado por Couto, teve as demissões como um dos principais temas.
Interlocutores afirmam que Castro pediu cautela nas mudanças. O ex-governador também questionou critérios usados nas demissões, como a falta de acesso a sistemas internos, argumentando que isso não deveria, por si só, justificar exonerações. Pessoas próximas ao ex-governador afirmam que Ricardo Couto teria negado qualquer perseguição ao governo de Castro.
O desembargador, segundo pessoas ouvidas pelo Metrópoles, teria indicado que tem feito as alterações e auditorias para tentar conter gastos do governo do Rio e abrir espaço para, por exemplo, conceder um reajuste salarial aos servidores.
Couto chegou ao governo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). A previsão era de que a gestão interina durasse pouco e fosse encerrada ainda neste mês, com a eleição de um novo governador para um mandato-tampão.
O cronograma, porém, foi alterado pela disputa judicial sobre a sucessão no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento está suspenso e não tem previsão de retomada. Sem nova decisão, Couto seguirá no cargo.
Desde que assumiu, o desembargador intensificou cortes na máquina pública. Além das exonerações de cargos comissionados, ele restringiu a abertura de novas licitações e determinou auditorias em contratos, despesas e quadros de pessoal de órgãos estaduais.
As mudanças atingiram áreas estratégicas antes ocupadas por aliados de Castro. Couto promoveu substituições em secretarias e estatais, nomeando procuradores do estado para os cargos. Foi o caso da Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que estão na mira de investigações por investimentos no Banco Master.
Nos bastidores, aliados de Castro têm criticado as mudanças. Sob reserva, afirmam que as exonerações atingiram indicações políticas e geraram insatisfação. Também argumentam que, por se tratar de uma gestão interina e não eleita, Couto não deveria promover alterações estruturais.
De acordo com o governo estadual, 544 exonerações foram oficializadas. A maior parte ocorreu na Secretaria de Governo e na Casa Civil, agora comandadas pelo delegado Roberto Lisandro Leão e pelo procurador Flávio Willeman, respectivamente.
Segundo o governo, as exonerações foram motivadas por “inconsistências funcionais”. Em alguns casos, foram identificadas “ausência de registro de acesso aos sistemas internos e inexistência de credenciamento institucional”.
O Governo do Rio afirma que as medidas fazem parte de um “processo de revisão estrutural” com foco na redução de gastos e aumento da eficiência. A expectativa é economizar cerca de R$ 8 milhões por ano.
Sucessão em colapso
- O adiamento do julgamento do STF mantém em aberto o formato da sucessão de Castro.
- O Rio está sem governador (Cláudio Castro renunciou) e sem vice (Thiago Pampolha renunciou em 2025 para ingressar no Tribunal de Contas do Rio).
- Sem governador e vice, o substituto imediato seria o presidente da Alerj, mas Rodrigo Bacellar foi afastado do posto e cassado.
- Por conta do colapso na linha sucessória, quem governa o estado hoje é o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.
- O STF avalia duas possibilidades para a escolha do “governador-tampão”: pelos deputados (eleição indireta) ou pelo povo nas urnas (eleição direta).
- Há ainda outros pontos em discussão: se o novo presidente da Alerj poderá assumir o governo interinamente e se, em caso de eleições diretas, o estado terá dois pleitos.
O ex e o atual
Em meio à sequência de exonerações, Cláudio Castro e Ricardo Couto se reuniram na última sexta-feira (17/4), na sede do Tribunal de Justiça do Rio. O encontro, solicitado por Couto, teve as demissões como um dos principais temas.
Interlocutores afirmam que Castro pediu cautela nas mudanças. O ex-governador também questionou critérios usados nas demissões, como a falta de acesso a sistemas internos, argumentando que isso não deveria, por si só, justificar exonerações. Pessoas próximas ao ex-governador afirmam que Ricardo Couto teria negado qualquer perseguição ao governo de Castro.
O desembargador, segundo pessoas ouvidas pelo Metrópoles, teria indicado que tem feito as alterações e auditorias para tentar conter gastos do governo do Rio e abrir espaço para, por exemplo, conceder um reajuste salarial aos servidores.
Fonte: Metropoles


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