PF apreende dinheiro, joias e relógios durante operação que alcança presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia

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PF apreende dinheiro, joias e relógios durante operação que alcança presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia



A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), a Operação Reduto, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e associação criminosa em Rondônia. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, joias e relógios de alto valor, materiais que passarão por perícia e poderão integrar as provas da investigação. A operação também atinge o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Redano, que é alvo de medidas autorizadas pela Justiça. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a participação individual dos investigados, e o caso segue sob apuração.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus (AM). Além disso, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes, por determinação do Tribunal de Justiça de Rondônia.

A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de 11 servidores públicos, além do bloqueio de bens, contas bancárias, aplicações financeiras e criptoativos dos investigados, até o limite de R$ 9 milhões.

As investigações tiveram início em 2024, após a análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) enviados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Os documentos apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados e envolveriam uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos com órgãos públicos em Rondônia.

Segundo a Polícia Federal, as diligências identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa dividida em dois núcleos. Um deles seria responsável por manipular processos licitatórios e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes. O outro, conforme as apurações, teria atuado no desvio de recursos públicos utilizando contas bancárias de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia.

De acordo com os investigadores, as movimentações financeiras suspeitas ultrapassam R$ 9 milhões, valor considerado incompatível com a renda oficialmente declarada pelos envolvidos. A Polícia Federal informou que as medidas adotadas nesta fase da Operação Reduto têm como objetivo reunir novas provas para aprofundar as investigações e identificar a eventual responsabilidade de cada investigado.

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