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Flávio Bolsonaro afirma que aceitará resultado de 2026 e aposta em TSE 'imparcial'






Em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Band News, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarou que acatará o veredito das urnas nas eleições deste ano. O parlamentar ressaltou que projeta uma postura diferente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em comparação ao pleito de 2022.

Durante a sabatina, o pré-candidato destacou que disputará o pleito dentro das normas estabelecidas e expressou confiança de que a atual composição da Justiça Eleitoral atuará com neutralidade, garantindo a lisura e a transparência do processo democrático.

A composição atual da Corte Eleitoral conta com o ministro Kassio Nunes Marques na presidência e o ministro André Mendonça na vice-presidência, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ao criticar a condução das eleições anteriores, o senador relembrou a penalidade financeira de R$ 22 milhões imposta ao seu partido na gestão do ministro Alexandre de Moraes.
Retratação sobre o sistema eletrônico de votação

O posicionamento do pré-candidato ocorre após controvérsias geradas por declarações feitas a um grupo de diplomatas e embaixadores estrangeiros. Na ocasião, o parlamentar havia associado erroneamente a tecnologia das urnas brasileiras à empresa Smartmatic.

Na entrevista, o senador admitiu o equívoco em relação ao fornecimento dos equipamentos por parte da referida empresa, mas alegou que a companhia prestou serviços auxiliares ao tribunal no passado. Ele reforçou a defesa por mecanismos adicionais de auditoria, negando que esteja promovendo ataques ao sistema eletrônico de votação.
Cenário eleitoral e propostas

As declarações surgem em meio aos dados mais recentes de intenção de voto apurados pelo instituto Datafolha. O levantamento aponta o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções no primeiro turno, contra 32% do senador. Em um eventual segundo turno, o petista aparece com 48% ante 43% do candidato do PL.

Ao comentar sobre o tom de sua campanha, o parlamentar classificou sua postulação como uma candidatura de protesto, tecendo críticas aos processos judiciais que envolvem seu pai. Entre as propostas apresentadas para um eventual mandato, o senador mencionou a intenção de articular uma medida de anistia ampla ainda durante a fase de transição governamental.

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