
A atriz Paolla Oliveira expôs publicamente os impactos de ser vítima constante de falsificações digitais geradas por inteligência artificial (IA). Em depoimento concedido ao programa Fantástico, da TV Globo, a artista revelou que materiais manipulados — que incluem desde conteúdos de apelo sexual até simulações de falas que jamais pronunciou — têm sido amplamente distribuídos na rede.
Durante a entrevista, a atriz desabafou sobre a facilidade com que ferramentas de computação gráfica vêm sendo empregadas para clonar a aparência de personalidades e criar registros inexistentes, facilitando a rápida propagação de desinformação e conteúdos abusivos em aplicativos de mensagem.
Um levantamento técnico produzido pelo NetLab, centro de pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou a dimensão do problema: em um intervalo de pouco mais de 90 dias, foram contabilizados 198 anúncios enganosos utilizando a imagem da artista. Grande parte dessas peças publicitárias servia como isca para atrair internautas a canais fechados de comunicação, onde eram comercializadas montagens pornográficas conhecidas como deepfakes.
O estudo ressalta ainda que a manipulação não autorizada de imagens deixou de afetar exclusivamente figuras públicas. Mulheres e jovens anônimas também vêm enfrentando a fabricação e o compartilhamento clandestino de mídias de cunho íntimo.
Ao abordar o avanço desenfreado dessas tecnologias, a artista enfatizou a necessidade de conscientização sobre os riscos e defendeu que as vítimas não se silenciem diante do cenário de vulnerabilidade provocado pelas novas ferramentas digitais.


0 Comentários